40. (De São Paulo De Piratininga) Lisboa, a Bela, em 1 Semana

Lisboa se situa à margem direita (Norte) do rio Tejo, bem próxima à foz, no Atlântico. Pode-se chegar à margem esquerda (Sul) pela ponte 25 de Abril ou, o que é mais interessante, tomando-se a barca, que sai do Cais do Sodré e vai até Cacilhas – um passeio pela orla (a pé, é claro) seria interessante e é onde se encontram restaurantes como o Atira-te ao Rio ou o Ponto Final, com boa comida. Agora, Lisboa está com 4 horas a mais que a Hora Oficial do Brasil, é Primavera, o que quer dizer que, pela manhã chega a haver um friozinho, assim como à tarde e durante a noite.

Há Metro, autocarro e táxi (estes são bem baratos – como diz o Paulo, nunca faça a conversão para Reais, pois Euro é Euro e vocês estarão a passeio).

O hotel onde vocês irão ficar, colado à Praça Marquês de Pombal, fica próximo ao Parque Eduardo VII (ou fica no próprio Parque, não sei bem): é lindo percorrê-lo (subir e descer). Da Praça MP para baixo: Avenida da Liberdade: belíssima e dá para percorrê-la toda, até à Praça dos Restauradores e, mais um pouco, a Gare do Rossio, onde se toma o comboio (trem) para Queluz (Palácio onde nasceu e morreu Pedro I do Brasil, IV de Portugal) e/ou Sintra (40 minutos de viagem – sai-se a pé, até ao Palácio Real, que vale a pena visitar. Há, ainda o Palácio da Pena: melhor por fora que por dentro e o Castelo dos Mouros, de onde se tem uma das mais belas vistas do Mundo. Há mais coisas a fazer em Sintra, mas bastará uma bela caminhada. Comida simples, boa e barata: Periquita II, onde se degusta o tal travesseirinho: um doce delicioso de massa folhada e creme).

Do Rossio, vai-se à Praça D. Pedro IV (onde fica a Pastelaria Suíça) e adentra-se a Rua Augusta: um belo calçadão, coalhado de turistas (alto-astral) e onde há a lojinha Pé de Meia, onde se compram meias de todo tipo e a bom preço.

Da Praça, pode-se pegar a Rua do Carmo, onde se localiza a HM e outras lojas de confecções e, no Topo, os Armazéns do Chiado, sendo que, da frente, sai a Rua Garrett (vocês estarão no Chiado, um dos bairros mais famosos e movimentados de Lisboa), frequentada outrora por Fernando Pessoa e outros artistas – nessa rua vocês encontrarão a Livraria mais velha do Mundo, a Bertrand, assim como o café A Brasileira do Chiado, com direito a uma foto junto à estátua em bronze do FP. Na mesma rua, uma das melhores pastelarias (confeitarias) de Lisboa, a Alcoa. Das ruas que cortam a Garrett, há a do Sacramento, que os levará ao Convento do Carmo, quase que totalmente destruído pelo terremoto/maremoto de 1755. Templos católicos são muitos. Subindo a Garrett, há o Largo Luís de Camões e, continuando, a Rua do Loreto, onde se pode comer na Manteigaria, um bom Pastel de Belém e tomar um ótimo café de máquina (porém, o melhor Pastel de Belém é degustado no próprio Belém, com 15% a menos de açúcar e cuja fila enorme para comprá-lo se vence em 3 minutos). Logo ali, na Rua do Loreto, há um cinema de arte, o Cine Ideal, uma graça de sala e com bons filmes. Na Rua da Misericórdia, a Igreja de São Roque, um belo templo católico, com um belíssimo e pequeno Museu de Arte Sacra. Ainda no Chiado: os Museus do Chiado e o Largo de São Carlos, com o importante teatro do mesmo nome (de fins do século XVIII) e o prédio em que nasceu, em 1888, Fernando António Nogueira Pessoa.

Pegado ao Hotel, vocês terão a Rua Duque de Palmela, com um bom restaurante para Jantar, o DUK. Do outro lado, próximo ao Hotel Dom Carlos Park, há um ótimo chinês: almoço buffet – bom e barato.

Do seu Hotel, caminha-se pela Rua Braamcamp e chega-se ao Largo do Rato. Sobe-se uma das ladeiras e se chega numa das praças mais lindas de Lisboa: a das Amoreiras, com Arcos, Capela e a Fundação Arpad Szenes e Vieira da Silva. Próximo dali, fica o Restaurante Águas Livres, com comida boa e barata. Nada posso dizer de vinhos, mas disseram-me que valem o que dizem: que são ótimos e baratos e há muitas lojas onde se pode comprá-los.

Caminhando-se pela Rua Augusta (que sai da Praça D. Pedro IV, que abriga o Teatro Dona Maria II, rainha de Portugal que nasceu no Rio de Janeiro) chega-se à bela e majestosa Praça do Comércio (Terreiro do Paço), que dá para o Tejo! Vejam o Rio bem de perto. Ali, há o Martinho da Arcada, restaurante frequentado por Fernando Pessoa e Turma de modernistas portugueses.

Belém: é, em verdade, um complexo: Jerônimos – o Templo e o Claustro são imperdíveis. A Torre de Belém. O Museu dos Coches: prédios velho e novo (projeto do Escritório Paulo Mendes da Rocha). Caminhada. Centro Cultural do Belém, com a Coleção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea. MAAT (Museu de Arte, Arquitetura, Tecnologia). A pastelaria onde se come o melhor Pastel de Belém, em Lisboa.

Museu Nacional de Arte Antiga: tem o mais belo dos Bosch, Nuno Gonçalves e alguns outros. Expõe bem esculturas. É ótimo para quem ama os objetos.

Museu do Oriente (a caminho do Belém).

Fundação Calouste Gulbenkian: o prédio principal está com uma magnífica exposição de Almada Negreiros, um multiartista do Modernismo lusitano. A Fundação tem muitos e ótimos títulos (livros) à venda e a bom preço. O Museu: vale a pena, pois possui obras que justificam uma visita. Haverá outras mostras na Fundação, cuja visita dependerá da sua disponibilidade de tempo.

Oceanário de Lisboa: magnífico!

Torre do Tombo: talvez valha uma visita.

Museu do Azulejo que, além da azulejaria, possui uma capela magnífica.

Do Chiado, vai-se ao Bairro Alto, com suas ruas estreitas e vida noturna agitada. Possui a Praça do Príncipe Real, a Avenida D. Pedro V e o Miradouro São Pedro de Alcântara, de onde Lisboa fica ainda mais bela.

Sé de Lisboa.

Alfama: um bairro de estrutura medieval e com muitos restaurantes e casas de Fado. Na Rua do Jasmim, há um pequeno restaurante vegano (ótimo): The Food Temple.

Castelo de São Jorge: ligado às origens da cidade. Vale a pena.

Supermercados:

El Corte Inglés (espécie de superloja de departamentos)

Centro de Compras das Amoreiras

Pingo Doce (o mais popular supermercado de Lisboa)

Continente

Jumbo

Há muitos minimercados e quitandas.

Lisboa tem muito mais! Aproveitem!!!

Texto escrito em fins de abril de 2017 para Vilma Maggio e Sigmar, tendo em vista que permaneceriam na cidade por apenas uma semana, no mês de maio.

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